terça-feira, 11 de novembro de 2008

"Cafona"

Algo diferente. Estranho.
Muito difícil, entende?
Consome-me e me corrói.

Como um rato ao queijo.
A ferrugem ao ferro.
O amor aos românticos.

Que coisa cafona e ridícula.
Pára tudo! Chega disso!
Amor! Dor! Perda!

Quero ver a alegria neste carnaval!

"Madureira"

Quarta feira, meio de semana, garoa fina, virada de tempo.
Véspera da pagã, embalos e adrenalina á flor da pele.

Nada rolando, nada de novo...
Que bom!

Pois o velho sempre surge do nada.
Na recordação de ambos.
Na lembrança de um, do outro...

Brincadeiras infantis sendo recordadas,
Lembranças do inocente vivido...

Graças a Deus o tempo passa.
Sempre saudável, inteiro, intenso!

Que bom que o acaso a ele pertence!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

"Ano Nosso"

Nada me tira a queda!
Cade? Onde está?
O nosso imenso e catastrófico bueiro?

Sempre estará em nossos corpos.
Pairando sobre as nossas cabeças.
Sempre tentando e dominando nossos corpos...

E cade?
Onde foram parar nossas vidas?
De alguma forma? Alguma maneira?

Não sei!
Sei que quero e tento sobreviver.
Sempre tentando sobreviver!

Neste Ano! Nosso Ano! Belo Ano!

"Tamanho"

Tamanho, Tamanho
Tamanho...

De que vale o tamanho?
Senão para tentar nos esteriotipar
pelos
preconceitos que nos impõem?

Grande? PEQUENO? Tanto faz!

O que nos importa na intensidade é o movimento volátil
e homogêneo que a busca do prazer nos satisfaz!
Insatisfação!!!

Meu querer? Seu querer?

NULO!
Zero!

"Catarina"

Nunca se espera, mas ele vem!

Cadê? Onde?

Será que ele existe apenas lá?
Como negro? Impossível!

Ele vem que vem, domina.
Toma conta, leva, transtorna.
Tudo e todos pela frente!

A onda? A brava? Ela?

Espero que ela venha e apareça.
De ano em ano, década em década,
Vida em vida, carnaval em carnaval.

Farinha? para o amanhecer do pão!
Do trigo! Da vida!

"Que Coisa"

Uma querida! Espetáculo!
Pessoa linda. Minha esplêndida.
Eterna e minha parceira. Parceira fiel.

Isso me parece uma devoção.
Dádiva do Demo! Escravidão!
Sub-existência. Compaixão. Piedade!

Não sabia que era assim. Nem ele!
Ninguém imaginava que poderia ser.
E seria assim.

Fazer o que? Nada me tem! Nem me pertence.
Nada é meu. Nem dela. Nem eu sou dela.

Espero que isso dê resultado.
Que se acabe. Que prossiga.
Pelo menos resultado.
Como dois e dois são cinco.

"Tumulto Tumultuado"

Um sorriso sorridente.
Uma boca cheia de dentes.
Quanta gente, inferno quente.
Quero a paz, busco a paz.

Uma frustração, frustrante.
Uma doença doentia.
Uma posse possessiva.

De um bem que não é meu bem.
Nem na fala, muito menos na verdade.
Essa mulher é complicada, complicadora.
Usa e abusa de mim.

Mas tenho que ceder. Vencer. Viver.
Pagar pra ver. Pra crer.

Pois se longe é maravilhoso.
Imagina de perto, de dentro.
De cima. Por cima. Sempre à cima.
Minha sina!